CARACTERIZAÇÃO FOTOSSINTÉTICA DE TRÊS ESPÉCIES ARBÓREAS DA
MATA ATLÂNTICA SUBMETIDAS A DIFERENTES INTENSIDADES
LUMÍNICAS

Nome: MARCOS THIAGO GAUDIO GOMES
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 07/08/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Fábio Murilo DaMatta Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Delazari-Barroso Suplente Externo
Antelmo Ralph Falqueto Suplente Interno
Diolina Moura Silva (M/D) Examinador Interno
Fábio Murilo DaMatta Orientador
Geraldo Rogerio Faustini Cuzzuol Examinador Interno
Leandro Elias Morais Examinador Externo
MARIELA MATTOS DA SILVA Examinador Externo

Resumo: A regulação do processo fotossintético é modificada em função da luz
disponível e tem efeito direto sobre a capacidade da planta em viver em
determinado habitat. Neste estudo, espécies arbóreas da Mata Atlântica foram
submetidas a três intensidades de irradiância para investigar os efeitos da
radiação luminosa no comportamento fotossintético e no índice de robustez, IR.
As espécies utilizadas, Schinus terebinthifolius Raddi. (aroeira) e Joannesia
princeps Vell (boleira), classificadas como pioneiras, e Lecythis pisonis Camb
(sapucaia), como secundária, são amplamente utilizadas em programas de
recuperação ambiental. As plantas foram cultivadas por sete meses a 20; 50 e
100% da radiação solar. Testou-se a hipótese de que as três espécies
apresentariam comportamentos ecofisiológicos distintos diante dos tratamentos
aplicados. Independentemente do regime de luz, S. terebinthifolius apresentou
os maiores valores de A, seguida de J. princeps. L. pisonis apresentou os
menores valores desse parâmetro. S. terebinthifolius também exibiu maior
ponto de saturação luminosa e maior condutância estomática nas três
irradiâncias impostas. S. terebinthifolius e J. princeps exibiram elevação do
valor de IR com a redução da disponibilidade de luz. Entretanto, esse valor foi
mais elevado para S. terebinthifolius, com valores superiores a 50% nas
plantas a pleno sol comparadas com aquelas sob 20% de luz, evidenciando um
ajuste morfológico frente à diferença de irradiância. Já L. pisonis não exibiu
alterações nesse parâmetro em resposta a variações de luz. Esta espécie
apresentou valores mais negativos do ѰW ao longo do dia e entre os regimes
lumínicos se comparada as outras duas espécies, demonstrando uma menor
condutividade hidráulica. Os resultados confirmaram a hipótese do trabalho, na
medida em que se observou maior capacidade de aclimatação de Schinus
terebinthifolius Raddi. aos três tratamentos lumínicos impostos. Joannesia
princeps Vell mostrou-se com um comportamento intermediário dentre as
espécies estudadas, apresentando valores médios em quase todos os
parâmetros analisados durante o experimento. Por seu turno, Lecythis pisonis
Camb, apresentou o menor desempenho fotossintético nos três regimes
lumínicos. Esta espécie exibiu uma baixa capacidade de aclimatação a alta
irradiância.
Palavras-chave: Ecofisiologia, Mata Atlântica, irradiância, aclimatação, trocas
gasosas.

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