PROSPECÇÃO FITOQUÍMICA E AVALIAÇÃO DOS EFEITOS BIOLÓGICOS DO
EXTRATO ETANÓLICO DAS PARTES AÉREAS DE Pilea microphylla (L.) Liebm.
(Urticaceae): ASPECTOS TÓXICO, MUTAGÊNICO, ANTIMUTAGÊNICO E
ANTIOXIDANTE
Vitória

Nome: Tarsila Daysy Ursula Hermogenes Gomes
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 26/02/2009
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria do Carmo Pimentel Batitucci Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Diolina Moura Silva Examinador Interno
LUSANIA MARIA GREGGI ANTUNES Examinador Externo
MARCIENI ATAIDE DE ANDRADE Coorientador
Maria do Carmo Pimentel Batitucci Orientador

Resumo: Pilea microphylla (L.) Liebm. (Urticaceae), popularmente conhecida por brilhantina
no Brasil, é usada como antipirética, purificadora de vesícula e ventre, antidiarréica,
antiasmática e para dores abdominais. Apesar desse uso medicinal, não há
informações sobre sua biologia e eficácia terapêutica. Assim, o objetivo desse
trabalho é realizar a caracterização fitoquímica, quantificando a composição fenólica
total e capacidade antioxidante total, e avaliar possíveis efeitos de toxicidade aguda
pela DL50 (Dose Letal Média), mutagênico e antimutagênico pelo teste de
micronúcleos em medula óssea e sangue periférico de camundongos. As partes
aéreas secas foram submetidas à maceração em álcool etílico absoluto, obtendo-se
o extrato bruto etanólico (EBE). A prospecção fitoquímica qualitativa indicou
presença de açúcares redutores, fenóis, taninos, depsídeos/depsidonas, cumarinas,
esteróides e triterpenos. A concentração de compostos fenólicos foi 9,75
equivalentes de ácido tânico e 17,5 equivalentes de ácido gálico (por leitura em
espectrofotômetro), resultado inferior aos encontrados por outros autores com outras
espécies vegetais. A atividade antioxidante indicou valores semelhantes ou mesmo
maiores que os encontrados para o ácido ascórbico e rutina e para outras espécies
vegetais. O teste de toxicidade aguda não indicou DL50, demonstrando baixa
toxicidade do extrato, como obtido por outro estudo com essa espécie. Apesar disso,
o teste de mutagenicidade do EBE nas doses 250 mg/Kg e 500 mg/Kg em medula
óssea e sangue periférico de camundongos indicou aumento não significativo na
freqüência de micronúcleos em eritrócitos policromáticos (EPCMNs) e
normocromáticos (ENCMNs) em medula e sangue periférico, respectivamente,
independente da concentração. O potencial antimutagênico foi avaliado na dose 250
mg/Kg em pré-tratamento, pós-tratamento e tratamento simultâneo. Somente o póstratamento
apresentou redução, porém não significativa, na freqüência de EPCMNs
em relação ao controle positivo. Em sangue periférico, também verificou-se que o
pós-tratamento apresentou menores valores de ENCMNs. Os resultados obtidos
sugerem que o uso indiscriminado e prolongado (subcrônico/crônico) de
preparações de Pilea microphylla pode ser prejudicial à saúde, devido à formação de
micronúcleos, mas fornecem informações para outros estudos que visem à
confirmação da antimutagenicidade, à elucidação dos mecanismos de
mutagenicidade e à composição fitoquímica, como importantes fontes de compostos
bioativos para a indústria farmacêutica para utilização de maneira isolada ou em
associações com tratamentos convencionais em diversas patologias como, por
exemplo, o câncer ou verminoses.

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