EFEITOS DO REGIME HÍDRICO E DA ADUBAÇÃO FOLIAR COM SILÍCIO EM PLANTAS DE FISÁLIS

Nome: FABIANO MAYRINK DUTRA SOUZA
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 27/02/2015
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Viviana Borges Corte Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Marco Antônio Almeida de Souza Examinador Interno
Maria do Carmo de Freitas Veneroso Coorientador
Tarsila Daysy Ursula Hermogenes Gomes Examinador Externo
Viviana Borges Corte Orientador

Resumo: As mudanças do clima estão no auge. Para manter a produtividade das culturas em condições de seca, a adubação com silício tem se mostrado promissora. É limpa, sustentável e apresenta baixo custo. Vários estudos demonstram o efeito positivo do silício em plantas submetidas à restrição hídrica. Physalis peruviana L. (Solanaceae) é uma espécie frutífera de grande valor nutricional e econômico. Devido ao desconhecimento do comportamento ecofisiológico dessa espécie frente a diferentes condições edafoclimáticas, o presente estudo objetiva descrever as respostas ecofisiológicas do crescimento de plantas de P. peruviana submetidas à variação das doses de adubação com silício (SiO2) e dois regime hídrico. Para tanto, foi desenvolvido um experimento instalado ao delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial duplo 2x4 com valor de n igual a cinco. As mudas de P. peruviana foram submetidas a 30 dias de regime hídrico controlado, 100% CC e 35% CC e adubadas via foliar através de solução aquosa de SiO2 (4 aplicações) nas doses de 0,0; 1,0; 2,0 e 3,0 g/L. Para avaliar os efeitos dos tratamentos nas plantas foram realizadas análises de crescimento, a saber: área foliar, comprimento do caule, diâmetro do caule, massa seca, crescimento absoluto, crescimento relativo, taxa assimilatória liquida, razão de área foliar, área foliar especifica e razão de peso de folha. Além das análises e taxas de crescimento, foi determinado o teor relativo de água nas folhas e mensurado o teor de pigmentos fotossintéticos. O silício aumentou o teor de água foliar em ambos os regimes hídricos. O teor de clorofila a apresentou aumento pelo incremento da dose de SiO2 apresentando ponto máximo em 100% CC, e não obtiveram resposta em 35% CC. A clorofila b, clorofila total e carotenoides apresentaram resultado igual a clorofila a, diferindo no ponto máximo. O crescimento, o acumulo de massa seca e as taxas de crescimento foram prejudicadas pelo tratamento hídrico em défice de 35% CC. No entanto, o comprimento de caule obteve aumento em condição associada entre irrigação plena e adubação com silício. Não foi formada regressão para massa seca de folhas, raiz e massa seca total em ambos os regimes hídricos, mas foi formada regressão para massa seca do caule no regime hídrico a 100% CC, demonstrando que em regime hídrico adequado o silício foi eficaz em promover ganhos de massa seca neste parâmetro.O SiO2 aumentou a taxa de crescimento absoluto e a taxa de crescimento relativo, comprovando que a produtividade liquida da cultura foi beneficiada com a adubação silicatada mesmo em défice hídrico. Plantas de ambos os regimes hídricos adubadas com silício apresentaram maior razão de área foliar para que ocorra a fotossíntese, e maior área foliar especifica. A adubação com silício associado ao regime hídrico adequado promoveu maior exportação de fotossintetizados da folha para o restante da planta. A área foliar especifica apresentou para ambos os regimes hídricos maiores valores com a aplicação de SiO2. A taxa assimilatória liquida formou regressão somente em 100% CC. De modo geral, a adubação foliar com silício foi benefica, conferindo maior teor de água nas folhas, maior conteudo foliar de carotenoides, maiores taxas de crescimento e de assimilação liquida, maior crescimento e maior acúmulo de massa seca nas diferentes partes das plantas.

Palavras-Chave: análise de crescimento, défice hídrico, dióxido de silício.

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