Potencial alelopático de Sementes de Physalis peruviana L. (Solanaceae)

Nome: ANDERSON MARIQUITO
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 06/04/2016
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Viviana Borges Corte Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Almir Andreão Coorientador
Ary Gomes da Silva Suplente Externo
Claudia Masrouah Jamal Examinador Externo
Hildegardo Seibert França Suplente Interno
Maria do Carmo Pimentel Batitucci Examinador Interno
Viviana Borges Corte Orientador

Resumo: Physalis peruviana L. (Solanaceae), nativa da América do Sul, é cultivada principalmente na Colômbia atraindo o interesse de alguns produtores brasileiros para produção de sua fruta, que tem alto valor de mercado. Existem vários estudos com a P. periviana no Brasil, no entanto, não existem trabalhos com alelopatia. Por isso, em busca de alternativas ao uso de herbicidas sintéticos altamente poluentes, objetivamos estudar o seu potencial alelopático. Foram utilizados extratos semente da P. peruviana na germinação das sementes e crescimento inicial de uma planta cultivada e outra daninha (alface e capim colonião, respectivamente). As foram trituradas e maceradas com extratores de polaridade decrescente: metanol, acetato de etila e hexano. Após este procedimento, o solvente foi evaporado e preparadas três concentrações (200 mg/L, 400 mg/L e 800mg/L) dos extratos que foram comparados com um controle (0 mg/L). Para o teste de germinação, as sementes foram acondicionadas em placas de Petri, forradas com papel germitest e embebidas com os extratos e água destilada no controle. Foram utilizadas 100 sementes por tratamento, mantidas em câmara de germinação tipo BOD com luz constante com quatro lâmpadas fluorescentes (20W) e temperatura constante de 20ºC e 25ºC, para a alface e capim colonião, respectivamente. O número de sementes germinadas foi contado diariamente, obtendo-se ao final de 7 dias, a porcentagem de germinação, o índice de velocidade de germinação (IVG) e comprimento da radícula. Houve interação significativa entre os diferentes extratores, concentrações e plantas testadas para todos os parâmetros avaliados, de acordo com o teste de Scott Knott ao nível de 1% de probabilidade. Dos nove extratos de sementes testados, apenas dois afetaram a germinação da alface, ao passo que cinco extratos reduziram significativamente a germinação do capim colonião. Observou-se que os extratos acetato de etila, em todas as concentrações, foram capazes de inibir a germinação do capim colonião, mas não da alface. O IVG foi reduzido em ambas plantas apenas nos extratos acetato de etila e hexânico. O comprimento da radícula de ambas plântulas foi reduzido sempre a partir da concentração de 400mg/L. Foi testado o efeito das concentrações dos extratos para avaliar a alteração do potencial hidrico dos extrato. Foi utilizado o peg 6000, para isto, e em nenhum deles ouve alteração significativa. Foi feito um ensaio biologico Allium cepa para avaliar indice mitotic. Apenas o extrato metanólico teve efeito significativo. Neste extrato foi encontrado a presence de saponinas e cumarinas que seriam responsáveis por estes resultados. Tais resultados indicaram um efeito promissor para aplicação futura na agricultura viabilizando a sustentabilidade ambiental e a redução do uso de herbicidas sintéticos.

Acesso ao documento

Transparência Pública
Acesso à informação

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910