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EFEITOS TOXICOGENÉTICOS DE NANOPARTÍCULA DE ÓXIDO

DE ÍTRIO EM BIOENSAIOS VEGETAIS.

Nome: MYLENA BOEQUE LASCOLA FELIX

Data de publicação: 08/08/2024

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
JEAN CARLOS VENCIONECK DUTRA Examinador Externo
MARIA DO CARMO PIMENTEL BATITUCCI Examinador Interno
SILVIA TAMIE MATSUMOTO Presidente

Resumo: O ítrio é um metal terra rara que apresenta alto grau de estabilidade, além de
propriedades únicas que são amplamente exploradas pela indústria. Apesar de
pouco estudado, sabe-se que este elemento pode se acumular no solo e provocar
alterações nos organismos. O objetivo deste trabalho foi analisar os efeitos
toxicogenéticos do óxido de ítrio em bioensaios com Allium cepa, além disso,
avaliou-se, também, qual a melhor amostra de água para a realização de
bioensaios vegetais. Sementes de A. cepa foram germinadas em 4 diferentes
amostras (ultra pura, destilada, mineral e de abastecimento potável) e em 3
diferentes concentrações de óxido de ítrio C1 (100 g/ml), C2 (10 g/ml) e C3 (1
g/Ml) e para o controle negativo foi utilizada água ultra pura, que se apresentou
como mais segura para bioensaios e controle positivo trifluralina (0,84 g/l). Foram
avaliados os potenciais: fitotóxico por meio da porcentagem de germinação e
crescimento radicular, citotóxico por meio das análises do ciclo celular, genotóxico
pela avaliação das alterações cromossômicas e nucleares, e o potencial de
mutagencidade por meio da análise de células com micronúcleo. Foi realizada a
técnica DNA Strand break para avaliar quebras cromossômicas simples e a técnica
de bandeamento AgNOR para a análise de nucléolos. Os resultados obtidos nos
testes citogenéticos foram expostos por média e desvio padrão e submetidos a
ANOVA, seguida do teste de Tukey. Para as comparações de quebras simples foi
utilizado o teste Scott-Knott (P > 0,05) e para a variação no número de nucléolos
foi utilizado o teste t de Student (P > 0,05). Os resultados para as amostras de água
não apresentaram diferença significativa para nenhum parâmetro avaliado. Para os
bioensaios utilizando óxido de ítrio, a C1 apresentou diminuição no crescimento
radicular, presença de alterações cromossômicas, nucleares e no número de
nucléolos. A C2 mostrou ser mais danosa a célula afetando a interfase, além disso,
apresentou potencial mutagênico com a presença de células com micronúcleo,
indução de quebras de DNA pela técnica DNA Strand break e variação no número
de nucléolos. A C3 apresentou diferença para aderência cromossômica, em relação
as demais concentrações. Concluiu-se que a melhor amostra de água para ensaios
vegetais é a ultra pura, devido ao seu elevado grau de pureza e que o ítrio
apresentou potencial fitotóxico, em concentrações mais altas, como a C1,
citotóxico, genotóxico e mutagênico em concentrações intermediárias, como a C2

e apresentou potencial genotóxico na C3, concentração de menor valor. Todas as
concentações apresentaram alterações no número de nucléolos.
Palavras-chave: Citotoxicidade • meristema • mutagênese • poluentes •

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